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Vaginismo

Vaginismo:
uma das consequências da negação do sexo

Ninguém nasce já gostando ou não de sexo. Isso a gente aprende, ou não!

Durante a nossa infância e adolescência, vamos arquivando várias coisas e experiências que irão refletir no nosso comportamento sexual. Como infelizmente não temos uma educação em que o sexo nos é passado como algo que temos direito, ao contrário, ele nos é negado, vamos ao longo da vida aprendendo a negá-lo também. A questão é que não percebemos isso até que chega a hora de praticá-lo e aí, não damos conta.  

Atendo mulheres no meu consultório, com 5, 6 anos de casadas, ou até mais, sem que até o momento tenham conseguido ter relações com penetração. De acordo com o conceito da sociedade, podemos então dizer que elas continuam virgens, após 6 anos de casamento. Poucas pessoas acreditam que isso possa ser possível. Essas mulheres trazem uma queixa sexual chamada de VAGINISMO. Muitas delas já passaram por médicos mas infelizmente, não foram felizes na busca de um bom profissional. Muitas relatam terem ouvido dos médicos que bastava relaxar, tomar um vinho antes de ter relação que iriam conseguir. Poucos são os profissionais que encaminham essas mulheres para o tratamento adequado. Isso só acontece quando o profissional entende realmente do assunto.

O Vaginismo é uma contração involuntária dos músculos da vagina que impede ou dificulta muito, a penetração. As causas são basicamente psicológicas, podendo estar relacionadas à dificuldade em relação a estabelecer intimidade e confiança no outro. As mulheres que têm vaginismo, não desenvolveram uma intimidade com seu próprio corpo, têm problemas com a sua autoestima, com a capacidade de dar e de receber afeto, de se entregar a um relacionamento e na capacidade de se sentir mulher.

 Não é raro essas mulheres acharem que têm uma vagina pequena, apertada, como a de uma criança. Muitas parecem se sentir mais como adolescentes do que como mulheres no sentido emocional e psicológico também. Parecem não ter estabelecido confiança no sexo masculino, apresentando certa dificuldade de se entregar nas relações. Portanto, superar o vaginismo vai muito além da possibilidade de a mulher conseguir ser penetrada na sua vagina mas sim, na sua alma, no seu corpo, no seu coração no seu EU. É preciso estabelecer a autoconfiança para que a confiança no parceiro também seja possível. A vagina da mulher que tem vaginismo se fecha, porque essa mulher também está fechada para se relacionar com outro. Por isso o Vaginismo não se trata de uma questão apenas sexual. Está mais ligado à receptividade emocional e não, genital. O vaginismo está relacionado não ao sexo em si mas ao medo da intimidade à capacidade da mulher de sentir-se amada.

Apesar de essas mulheres não conseguirem a penetração, sentem desejo, excitação, se lubrificam e até mesmo podem chegar ao orgasmo de outras formas. São sexualmente responsivas neste aspecto.

Quando vão fazer exame ginecológico, costumam contrair os músculos da vagina, coxas, ânus, abdômen, nádegas, recuando com todo o corpo na mesa de exames como tentativa de evitar o toque na vagina. Elas vão subindo, chegando pra trás, na mesa de exames.

Quando atendo essas mulheres, elas dizem achar que sua vagina é pequena e curta e portanto não suportará um pênis dentro dela. Dizem sentir a presença de um paredão no canal vaginal, nas poucas vezes em que tentam a penetração. E ao sentirem esse paredão, têm a sensação de que o pênis não conseguirá romper essa barreira e que sua vagina será dilacerada e por isso se contraem não permitindo que a penetração seja feita. Não é raro elas endurecerem as pernas também e muitas vezes o parceiro nem consegue afastá-las.

Elas mesmas têm dificuldades de tocar sua vagina, pois não têm intimidade com seu próprio.

A maioria das mulheres com vaginismo traz uma formação religiosa ou familiar onde o sexo foi negado antes do casamento e ouviam com frequência recomendações de que deveriam ter cuidado com os homens. Parecem ter aprendido de forma inconsciente, a se defender deles. Enquanto namoravam, conseguiam aproveitar das carícias, chegando até a lubrificação e orgasmo. Isso quando permitiam algum toque ou sexo oral.

Ficavam, juntamente com seus parceiros, esperando o grande dia, após o casamento, para terem a relação sexual incluindo a penetração, fazendo planos para constituírem família, etc.

A frustração começa a ocorrer, na noite de núpcias. O grande dia, tão esperado, mas não conseguem ter a penetração. Travam e sentem muita dor. O parceiro tenta ser mais cuidadoso e mesmo assim, não conseguem. As tentativas continuam a ocorrer nas noites seguintes, sem êxito e isso só vai aumentando a frustração do casal. Às vezes custam a buscar o ginecologista e quando o fazem, caso não busquem um bom profissional, a situação fica ainda pior quando escutam do médico, que aquilo pode ser “frescura” e que se ela relaxar vai dar tudo certo.

 O casal se desespera e fica às vezes, muito tempo sem saber o que fazer. Continuam tentando a penetração e a frustração vai só aumentando. Outras vezes, param de tentar e as relações passam a ser com as carícias que já faziam quando solteiros.

Os parceiros dessas mulheres variam de os mais carinhosos, compreensivos e cuidadosos até os mais agressivos e impacientes. Esses são mais raros, felizmente! Pois só agravam a situação.

Normalmente essas mulheres não compartilham essas dificuldades com outras pessoas, pelo receio de serem vistas como anormais ou inferiores a outras mulheres, pois é assim que muitas vezes se sentem.

Por esse motivo muitas vezes, também demoram a buscar ajuda profissional novamente.

O Vaginismo põe uma grande pressão e angústia sobre o relacionamento conjugal, uma vez que a mulher passa a sentir-se culpada por fazer o marido ter uma vida sexual insatisfatória. Devido a isso e aos planos frustrados de terem filhos, uma vez que a concepção através da penetração não seria possível, não é raro essas mulheres pedirem aos seus parceiros que se divorciem e busquem outa pessoa.

A maioria das dificuldades sexuais que as pessoas têm, vêm das consequências da educação que tiveram e da maneira que aprenderam a ver o sexo. Até mesmo no caso do Vagnismo, causas físicas normalmente não são encontradas.

Por isso é importante buscar o tratamento com o profissional adequado, para que através da Terapia Sexual todas essas questões possam ser trabalhadas e o casal possa ter uma vida satisfatória!

Sexóloga Walkíria Fernandes

Como alcançar uma vida sexual satisfatória 

Dra. Walkíria Fernandes
Criadora do Método
"OS SEGREDOS DOS CASAIS SATISFEITOS SEXUALMENTE"

Sexóloga e palestrante com mais de 30 anos de experiência em atendimento clínico, pós-graduada em Sexualidade Humana, especializada no atendimento do indivíduo e do casal com queixas no relacionamento sexual e Professora de Educação Afetivo Sexual.

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